Largo Dois de Julho

O Largo Dois de Julho é um bairro histórico do Centro Antigo de Salvador, sem delimitação oficial, que envolve o Largo Dois de Julho, propriamente dito, a Praça Gen. Inocêncio Galvão (antigo Largo do Accioli), a Rua Democrata (antiga Rua do Hospício) e áreas em volta, com residências, casas comerciais e espaços culturais. Seus moradores costumam incluir também a área de Santa Tereza como sendo parte do Bairro.

Até parte do século 19, o Largo Dois de Julho era o caminho do Hospício de Jerusalém, fundado em 1724, na Freguesia de São Pedro Velho, e que atualmente abriga o Convento Sagrado Coração de Maria. Muitos artistas e personalidades históricas moraram ou ainda moram aqui. Residia nessa área, por exemplo, o engenheiro baiano José Antonio Caldas, o mais importante engenheiro brasileiro, até o século 18.

A Praça G. Inocêncio Galvão era o antigo Largo do Accioli, em homenagem a alguém da família Accioli, que tinha uma casa nessa Praça, a qual ainda existia em 1856. Em seu blog, Eduardo Gantois relata que o Largo fazia parte do quintal da Mansão Acioli.

Esse sítio histórico também abriga a Vila Operária Coração de Maria, fundada no final do século 19, e que fica ao lado do Convento, em uma área que pertence à Irmandade de São Pedro dos Clérigos. A Rua do Hospício foi calçada em 1853.

Entre 1858, um chafariz francês do Sistema do Queimado estava sendo instalado no Largo do Accioli. Em 1860, já estava em funcionamento esse e outro chafariz na Rua do Cabeça, que ligava o Largo do Accioli à antiga Igreja de São Pedro.

O nome Largo do Accioli continuou a ser registrado, em 1894, no mapa de Adolfo Morales de los Rios. Nesse mesmo mapa, o Largo Dois de Julho, propriamente dito, foi registrado como a Praça da Forca e a atual Rua da Força, como Rua P. Jacome.

O Largo do Accioli recebeu o nome atual provavelmente após a morte do baiano Innocencio Galvão de Queiroz (1841-1903), engenheiro, senador, general de brigada do exército, cavaleiro das ordens da Rosa, do Cruzeiro, de Cristo e de São Bento de Aviz, condecorado por mérito militar na campanha do Paraguay e pacificador do Rio Grande do Sul na Revolução Federalista (1893-1895).

O nome Largo «Dous de Julho» (grafado assim mesmo) aparece no Relatório do Presidente da Província da Bahia, de 8 de novembro de 1871, em que passa a administração ao Vice-Presidente Almeida Couto, referindo-se à instalação de um cano geral de esgoto no largo. O uso de aspas no nome poderia indicar uma denominação recente. A partir de 1872, já existiam referências ao Largo Dous de Julho em jornais da época.

Entretanto, após a inauguração do Monumento ao Dois de Julho, em 1895, no Parque Duque de Caxias, já conhecido como Campo Grande, devido aos jogos de cricket, o nome dos dois logradouros foi confundido em algumas publicações da época. Parece que, durante todo o século 20, o Campo Grande era oficialmente a Praça Dois de Julho, embora apenas duas ou três pessoas soubessem disso, no final daquele século.

Em 1885, fundou-se o Collegio Oito de Dezembro, no Largo Dois de Julho, 41.

Após a construção da Avenida Sete de Setembro, o Chafariz da Cabocla foi relocado da Piedade para o Largo Dois de Julho.

O Centro de Estudos Afro-Orientais - CEAO, fica em um antigo casarão no Largo Dois de Julho. Foi fundado em 1959 e é parte da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas da UFBA. Antes, o mesmo prédio abrigou a Delegacia Federal de Educação.

O bairro de Dois de Julho abriga o Clube Fantoches da Euterpe (Rua Democrata nº 10), que até o início do século 20, funcionava no Solar Cunha Guedes, na Vitória. Foi fundado em 1884 e era um dos mais tradicionais clubes carnavalescos da Cidade, até os anos '70.

Em 1965, foi fundado o requintado Cine Capri, no Largo Dois de Julho, destruído por um incêndio, em março de 1981.

Alguns prédios dão uma bela vista para a Baía de Todos os Santos. Os principais acesso são a Avenida Contorno e a Rua Carlos Gomes.

Mais: Imagens antigas do Largo Dois de Julho

 

 

O Largo Dois de Julho antes de 1908, com seu chafariz francês e seus casarões (clique na imagem para ampliar). No início do século 20, o Chafariz da Cabocla foi instalado nesse Largo.

 

O casarão do CEAO - Centro de Estudos Afro-Orientais (UFBA), no Largo Dois de Julho, em frente ao antigo Cine Capri (imagem do Google Maps). Fundado, em 1959, como um órgão suplementar da Faculdade de Filosofia e Ciências Humanas. Anteriormente, era a sede da Delegacia Federal de Educação da Bahia, criada em 1937.

O mesmo prédio está na foto abaixo (lado esquerdo), com sua fachada original. Antes de abrigar

 

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